É bom rever-te nesta ânsia continua de ti... não conseguindo sequer situar-me nesta omnisciência de nós, mas é tão boa... mais que mais... numa melancolia apetecível de outrora, de agora.
E todo o toque, esse toque... eu fui buscando... tu sabes que sim, que não.. busquei em outros braços... abraços... mas nunca assim... perdi-me na imensidão de outros passos... mas não assim... E daí encontras-me... perdendo, perdida.. deambulando algures que nem sei... se sei... do apaixonado imune de mim...
Vislumbro-te de tão longe, perto... e coroo de esplendor todo o teu rosto... e devagar.. devagarinho.. vou descendo, pormenorizando todo este meu 'eu', teu, 'tu' que se acresce... e eu espero insensatamente que hesites, para que o persistir não me alcance ou ultrapasse... e tu fitas, fitas todo o entrelace... mas então.. porquê, de quê, depois... o recuo de nós? No meio devaneio... Porquê todo este desejo, como se de um oprimir dum beijo se tratasse ? Uma vez escondidos, apodero-te de mim e todo o escuro causado, causa este momento nosso que já foi... dilacera o batimento, todo ele para que sintas, o sintas comigo...
E é tão visível com... e tão invisível para... que me dá a vontade de o fazer de novo.. numa promessa envolvida que nos compromete e estende a nossa curta passagem... impasses de mim, de ti, de desespero sossegado de meu, dois ♥
