domingo, 17 de outubro de 2010

Coldplay - The Scientist (Edit)


Saudades do que já foi e não voltou, do que 'é' meu, do que 'era' teu, nosso(...) mas eu estou aqui... como vês eu estou, seguindo o que é certo, o que para mim não falece... é uma força sobrenatural, um íman que me torna, que me retorna no tempo... e quando penso que não posso mais, eu posso... eu posso sempre, por tudo posso, por tudo volto... sobrevivendo à dor inquietadora de não estares e sentir-te tão de perto, a cada dia, minuto ou segundo de vazio profundo, sinto que não é inalcançável, porque nunca o foste assim, para mim(...) Talvez esteja errada na verdade mas eu não minto, quando digo e sinto... que vivo na esperança ilusória deste facto... faleço-me por dentro e sinto o calor das minhas mãos mais forte que nunca, desta vez eu sinto-o assim... e só por o sentir... sei também que aqui ainda estou... não me encontrando... e isto assombra, assombra-me... Luto todos os dias... com a garra que Deus me deu, mais ninguém a invocou em meu nome... sinto que não tenho ninguém... tendo montes de pessoas, mas, mesmo assim, eu continuo... o tempo passou e neste momento o relógio já prescreveu as 15:00 horas desta tarde... e sei, que cada minuto que passou, não voltará, foi gasto... mas enquanto tudo segue, eu não vejo o tempo a correr em mim, eu parei... e o único 'tic-tac' vivo e ouvido, é o meu coração... e esse, esse não pára, na simples razão de te alcançar de novo!
E sabes, continua aqui, como sempre esteve, uma de muitas... e isto sim, é a motivação... que me corta, que me prende, a ti (...)

*" Tu não tens de estar insegura com nada, tu só me vais perder quando eu morrer, e mesmo ai vou olhar sempre por ti(...)"*
E agora? depois disto, consegues sentir a mágoa a lavar-me o rosto? 
Ela ganhou-me, quebrei a promessa.
I'm going back to the start *

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Remoinho de emoções.

 
Nem bem, nem mal, simples... não estou... e não é por não estar de uma maneira nem de outra mas porque eu não sei ao certo, talvez devesse saber entender-me, talvez na verdade ninguém é tão alguém para que saiba e possa descrever a 'incógnita' que sou e que transformo, que carrego... ninguém é tão alguém para afirmar ou definir algo que é por si desconhecido de mim... e ninguém é tão autêntico e capaz de me apontar um dedo que seja, frontal... 
É como se estivesse presa a mim própria... talvez muita gente gostasse na verdade de ter a capacidade de absorção de si como eu consigo ter e buscar de mim, talvez... mas, eu tenho-a em demasia e isso sufoca, sufoca-me, não me deixa descansar, desanuviar... e eu quero soltar-me, vivo presa em mim, a mim, ao que sou, ao que faço, ao que sofro... e nunca o fui tão intensamente outrora...
Hoje, não termina... nunca mais... é um remoinho, num hoje tão inquietador...
Sinto portas a baterem com intensidade de tempestades e o vento sopra para mim... Sinto que quero soltar-me mas a angustia lava-me o peito e entrelaça-me a garganta, atormenta... Sinto a água a correr-me o rosto e todo o meu corpo, sinto e deixo senti-la também... ouço músicas seguidas, repetidas mas com a água sempre a correr, como se na verdade quisesse que ela fosse mais forte que a mágoa que me corre, mais forte que eu mesma, tento que ela seja capaz de fazer o que eu não sou, que me cure a alma, que me leve a mágoa, que seja mais forte, talvez o esteja a fazer hoje como o fiz ontem e amanhã não o faça mais... sendo repugnante o que já levo de amanhã sem ainda não o ser, porque ainda não é.. não aconteceu... talvez seja do momento, da dor do que ficou, do que já foi, do que me arrancaram... sem na verdade o terem feito porque continuo a senti-lo como se fosse meu, este sentimento de posse, de quem teme... mesmo sentindo que ele próprio se foi e se lança... e sabendo que se lança sem direcção e sem querer ou o desejar... mas se lança...
É querer e não poder... É saber que pode tudo voltar mas a ânsia do tempo... da sua própria passagem ser lenta... É estar presa a mim, continuando neste trânsito de emoções, de passagens, duas passagens opostas... é sentir o seu meio... no meio... e não ver ninguém... é ter perfeita consciência de que estou a ficar presa a mim, ao que sinto e à emoção deste próprio acto de escrita.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

James Blunt - Same Mistake (video)

mistake



Passou o tempo, o segundo preciso, a hora... e os momentos já foram gastos, derramaram-se cinzas... porém eu ainda vejo, apesar do que lá foi estar longe, apesar de todo o cinzento de amargurar este céu, eu alcanço... confesso que retornei o caminho, fitei o tempo e o espaço, olhei para trás mas tu já não estavas... mas eu procurei e achei... vastos de alguém, de ti, não sei... estava escuro e por conseguinte ainda está... mas eu confessei, eu fitei o tempo, tudo continuou mas eu caminhei em sentido oposto à sua regulação... talvez ele me empate agora, por agora, talvez me perca por aqui mas eu ainda tenho uns vastos, algures pela minha roupa, num bolso que encontrei.... mas também é tudo uma suposição.... sinto que não quero parar de seguir o contrário, de quebrar as regras da vida, do minuto, sinto o caminho mais escuro e assustador... mas, para isso sempre tive a minha lanterna, que se foi na verdade gastando com o tempo mas é sempre tão necessária e certa, em qualquer lapso de instante ela acende por iniciativa própria, ela sente a mágoa a correr-me o rosto, é autêntica, 'é a minha lanterna', fabulosa... que vai secando as minhas lágrimas com toda a sua luz, tão fraquinha e pujante, capaz... vivida, mais do que toda a minha vivência, forte, inseparável, insubstituível, inabalável, 'ÚNICA'... a minha mãe... Ela, das poucas luzes que nunca se apagam para mim, que me aconchega sempre, quer esteja certa ou errada, ela entende... sei que por este caminho, sem nada saber dele, nem de mim, sem na verdade querer ir por aqui, ela se vai centrar sempre e me iluminará, em qualquer parte...
Ouço a sua voz ao longe, ela pede que me deite no seu regaço, que viaje por sonhos de menina, de criança, sem medo, que não teme dor... é sempre ela... 
O nevoeiro persiste e a chuva deste, daquele e do outro dia também... mas há algo mais... algo que vejo além da minha lanterna... um 'arco-íris' por entre chamas, cinzas, tristeza... 8 cores, todas diferentes, uma está apagada, fraca e conseguiu reduzir a força de todo ele... eu vejo sempre este aro-íris, é incrível como até em oposto ele continua aqui... nunca me deixa... é um porto amigo, que por de trás deste cinzento matreiro e inquietador tenta sempre brilhar, tenta sempre iluminar-me também... para que na verdade não me perca por esta escuridão... 8 cores... rodeadas de chamas... uma delas... uma delas brilha pouco... rodeou-se de cinzas e não me deixa ver... não me deixa...
Pensei por momentos em olhar o meu bolso mas ela não me deixa ver... não deixa.
Estas cores, esta luz, esta força, inacabável, este sorriso, este preenchimento puro, os meus amigos, estes... que mesmo em sentido contrário me acompanham e não me deixam ficar por aqui perdida... uma força de retorno contra o tempo... 

Mas, mas eu continuo aqui, a correr, a desafia-lo, o meu caminho não terminou... e ele próprio empatou, empatou-me...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

all i need .

Se eu pudesse ser melhor e mudar por vocês...
Dar-vos tudo o que a vida vos nega, ser eu mas ser um pouco mais... Eu queria ser apenas um pouco mais.
Mas eu sei, eu brilharei sempre para vocês, mesmo que toda a chama se apague de uma só vez, eu sei, que mesmo sem porquês, brilharei... brilharemos!
Brilharemos lado-a-lado, pois sempre o fizemos sem interesse assim, enquanto houver a chama, a nossa 'luz' se manterá, para sempre brilhará... e eu juro, eu juro dar-vos sempre o melhor de mim, sem truques, amor, quente, frio, AMOR, sem fim (...) um amor diferente, que não mente, puro e suaviza... amor de dar as mãos mesmo quando estão geladas ou sofridas, amor de partilhar as feridas, cicatrizes fechadas ou por fechar, amor de inocência, de criança que anseia por brincar...
Amor, quente, frio, que se revela sem na verdade o querer manifestar, que se vê em qualquer atitude boa ou fria, sem sentidos ou possível explicação...
E para mim não importa o que este, aquele ou outrem diz, pensa, faz... e se vos tornam como pequeninos é sempre subjectivo, vocês são e vão ser sempre do tamanho da minha vida, que por mais pequena ou insignificante que por ventura seja, sem ela eu apenas 'não sou mais', não existo, nem persisto, é um ponto... para mim a palavra 'vida' é cheia e grande, do tamanho de todos os sentimentos que carrego dela, uma vez que dela, levo oito personagens principais, simples e grandes pessoas, ela é grande e cheia por elas, somente por elas e não quero sentir a minha vida a 'esvaziar' como um típico balão que perde ar... São apenas elas, uma e outra com o seu miminho diferente mas tão especial, desigualdades e pensamentos desencontrados mas que juntos pensamos por uma só palavra e eu sei... sei que contra qualquer coisa, sentirei sempre a maresia e plenitude de vos ter comigo, um porto de abrigo, amigo, sobretudo AMIGO!
E sei também que sem vocês não saberei o que é na verdade 'viver' pois não há nada mais lindo no mundo que este sentimento que carrego por vos ter, aqui, a meu lado... e não me importo se tenho por visão uma vida pequena e fútil, quando na verdade eu tenho e sei que tenho posse de algo tão grande e completo que mais ninguém consegue por sinal sentir, nem realizar, a não ser eu e vocês... e é tão grande e não se vê... não se vê, como uma brisa de felicidade que ninguém vê mas nós, só nós sentimos !
Na verdade, luta, fracasso, vitória, tristeza, alegria, mentira, insensatez, amor, cumplicidade e tudo mais, eu sei e vocês sabem, pois toda uma vida quis assim, nada nem ninguém levará vocês de mim!  
Adoro-vos muito, mais do que qualquer outra coisa, de coração :')
















(L)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

*


Eu só quero a minha estrela que um dia se fundiu... 
Sinto falta de olhar por ela...
Desde o dia em que partiu...


Eu só quero a minha estrela que um dia abdiquei...
Por isso volta, volta estrela...
Nunca mais te largarei...


Não, não me abandones agora...
Pois eu tenho muito medo...
Que brilhes por esta noite fora...


Pois tu disseste que brilhavas somente por mim...
Faz-me acreditar estrela...
Faz-me acreditar que sim...

Pois, em cada dia de ameaça que te vais...
Todo o meu corpo pede...
Pede, para que fiques sempre mais...
:'


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

1 minuto (...)

(...) De perda ou perdição... entre versos de vida de uma melodia que não é, que simplesmente não é, nem nunca foi minha...
Hoje sinto-me e acho-me entre linhas, entre as estrelas de um céu em que nunca na verdade me vi, num papel em branco, gasto e reciclado, com vivências de uma vida jamais conhecida por ti, nem por vós, vivida somente por mim e por nós, chegando por ser assim ... e comigo levo uma caneta, levo-a na mão e vou colorindo o papel pouco a pouco, o branco que ficou, o branco que gastou e irá gastar...  e na verdade, eu estou aqui, e sinto que estou, e o gelo que ficou arde e mata o coração... de amor, de dor, do que ficou e não voltou mais, nunca mais...
E pode na verdade ser por concretização, ou por simplicidade mas eu vejo, eu vejo um mar completo e cheio... lindo e brilhante e eu não o pintei no meu papel, a minha caneta estava fechada... e... eu não consigo destacar nenhuma outra parte dele, a não ser a gota que brilha em mim, para mim, entre um mar tão cheio, é ela que quero... e que hei-de eu fazer ou dizer a quem me deu este mar, se na verdade o que eu quero é tão pequenino na minha mão mas que se destaca em porção de todo ele... Quando este mar não cabe no meu papel e todo ele é impossível de desenhar ou descrever com a minha caneta, quando até ela se centra em ti e te desenha....
Tirai-me deste mundo tão grande e doido que eu não me vejo nem caibo aqui, deste complexo mar, tirai-me... quando o que eu quero, é tão simples e pequenino, quando o que eu quero chega-me... gota... quando o que eu quero, és tu!





Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
                                                                    Fernando Pessoa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


  "Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar"