(...) De perda ou perdição... entre versos de vida de uma melodia que não é, que simplesmente não é, nem nunca foi minha...
Hoje sinto-me e acho-me entre linhas, entre as estrelas de um céu em que nunca na verdade me vi, num papel em branco, gasto e reciclado, com vivências de uma vida jamais conhecida por ti, nem por vós, vivida somente por mim e por nós, chegando por ser assim ... e comigo levo uma caneta, levo-a na mão e vou colorindo o papel pouco a pouco, o branco que ficou, o branco que gastou e irá gastar... e na verdade, eu estou aqui, e sinto que estou, e o gelo que ficou arde e mata o coração... de amor, de dor, do que ficou e não voltou mais, nunca mais...
E pode na verdade ser por concretização, ou por simplicidade mas eu vejo, eu vejo um mar completo e cheio... lindo e brilhante e eu não o pintei no meu papel, a minha caneta estava fechada... e... eu não consigo destacar nenhuma outra parte dele, a não ser a gota que brilha em mim, para mim, entre um mar tão cheio, é ela que quero... e que hei-de eu fazer ou dizer a quem me deu este mar, se na verdade o que eu quero é tão pequenino na minha mão mas que se destaca em porção de todo ele... Quando este mar não cabe no meu papel e todo ele é impossível de desenhar ou descrever com a minha caneta, quando até ela se centra em ti e te desenha....
Tirai-me deste mundo tão grande e doido que eu não me vejo nem caibo aqui, deste complexo mar, tirai-me... quando o que eu quero, é tão simples e pequenino, quando o que eu quero chega-me... gota... quando o que eu quero, és tu!
Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

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