quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Por um segundo...

Por um segundo achamos nós que possuímos aquilo que consideramos 'nosso' mas será na verdade assim?
Há quem viva por sonhos, por ilusões e há quem apenas exista...
A vida é nossa, é uma constante de emoções entre o 'certo' e o 'errado' ou até entre um 'sim' ou um 'não'...
Dela fazem parte muitas peças, é como se fosse na verdade tudo um puzzle, que ao longo do tempo vai-se estendendo e exigindo mais e mais de nós, por vezes escolhemos as peças erradas, que por uma milésima de segundo nós acreditamos que poderiam na verdade ocupar o lugar das originais, mas não! Com o tempo vamos percebendo que não são suficientes para preencher a vasta porção que só e apenas as que encaixam preenchem... E é nesse instante que tudo desaba sobre nós e por mais que tentemos que determinada peça encaixe, ela não vai encaixar, pois o nosso 'eu' não a aceita... Mas também existe um 'senão' nesta vasta e larga ideia da vida; pois, existem peças, peças que na verdade são preciosas e que sempre foram autênticas, mas que com o tempo vão perdendo forças, forças essenciais para que o puzzle fique seguro.. e ai, ai elas soltam-se para na verdade repousarem de nós ou até mesmo para não mais voltarem... e é ai, é ai que necessitamos de procura, de uma vasta procura, pois, agora está incompleto o puzzle e é como se uma angustia ocupasse todo o nosso corpo, daí vem a necessidade do ser humano as tentar substituir por outras, embora com receio, amando-as e valorizando-as como as anteriores... E receio porquê?
Ora... o receio vem do intimo amedrontado que nos apodera, que tem medo de encaixar a peça errada e que essa mesma peça faça desmoronar as outras que o completam...
Mas a constante da vida é a atitude de constante semear... Frutos novos? Colheremos-os mais tarde e é esta atitude de semear que nos amadurece e nos trará o gosto de um fruto novo e nos relembrará também o gosto de um fruto antigo... Ai será tudo muito subjectivo, é como tudo na vida...
 E é na nossa vida que estes frutos novos se instalam, por três e só três razões: Por uma 'estação'; Por uma 'razão' ou por uma 'vida inteira'... e não haverá ninguém que me tire esta ideia.
E será sempre assim...
Terei sempre muito cuidado com as 'estações' pois elas não me dão 'razões' de 'uma vida inteira'.

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