Hoje, eu hoje resguardo-me para ti... mas eu não te alcanço! Eu tenho-te na minha mão mas tu foges e eu não te quero deixar ir, tento sempre alcançar-te porque eu, eu não quero que vás, fica, 'jura-me' que ficas, que não me deixas, eu não quero 'promessas'... 'pst' estás a fugir-me, não vale, tenho as mãos geladas e tu estás a aproveitar-te, não pode ser... como fico eu? Eu dava tudo para te ter aqui a meu lado, que tudo se apagasse e que tu, tu ficasses aqui! Pousa-te em mim, a minha alma enquanto tudo dorme chama por 'ti', pede que te pouses... ninguém disse que era fácil, eu sei que é difícil porque nem eu entendo mas tu sentes? O que sentes na verdade? Ajuda-me na viagem e se eu te disser que é para o teu lado? 'Estou a sentir-me muito sozinha', sinto-te em silêncio e é tão sentido em mim, em 'nós', que se pudesse na verdade adormecer com o teu silêncio, seria de certa forma um ponto de partida para chegar até ti, até ao teu mais por 'dentro', onde eu sei que por mais que negues brilha um 'nós', onde eu sei que 'um dia' serei 'livre' para caminhar... é no teu 'íntimo' que mergulhas quando te desiludo, eu sei... deixa-me mergulhar também, eu quero na verdade mergulhar e perder-me por lá... Não me deixes sair, eu sei que se sair vais-me abandonar e olha 'estou a sentir-me muito sozinha' e eu sei, 'eu não sou a tua dona' mas ao invés do original, 'eu quero ser'... Aquece-me as minhas mãos que estão geladas e aquece-te a ti, eu juro-te que perto de mim te aqueces, não temas o frio das minhas mãos, porque eu não temo também e por sinal adoro... Aproveita e observa-as, o que vês? Elas não mentem... 'e porque olhas assim? não vês que fico 'nervosa'?' Soletra o meu nome, eu adoro quando me chamas, eu adoro que o 'adores' também... 'inês'... óh agora ouvi-te, como é alucinante ouvir-te sem falares, é que a minha alma 'fala' por ti e as minhas mãos gelaram mais agora...E agora? depois de um longo caminho tu acompanhas-me? E se na verdade for para o teu lado? eu sei que é breve...
E hoje eu sei, eu sei que hesito sempre quando ouso falar de ti e para ti, ambos sabemos mas sei também que isto é um 'nada' à tua beira e se hesito é porque és em demasiado, em demasiado em mim e eu tenho medo, eu tenho medo de o sentir(...)
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