sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
incógnita
Deitei-me sobre a água leve e plena.. e esperei por um sinal teu...
Fui desassossegando, atribulando emoções... libertando-me com ela, da vasta e vazia imensidão minha, que te, me assombra, toma.. que me leva e me perde, que me vive e me mata... mas não, nunca te quis apreender, forçar, pressionar ou apoderar-te de ti, de mim..
Eu fui esperando calmamente, desassossegada..devagar...
E, na meia clareza, da transcendência que te tomas, e me arrastas... na luz que te guias e me focas, da transparência da água que se vai, e se foi, de todo esse brilho, que todo, por ele 'me escureceu'...que por ele 'não sou mais'...
Sei que me estendo por aqui, sozinha.. do eloquente apaixonado de mim... mas, hoje, é só hoje.. hoje é 'não'.. e um dia passa...
Não sei de ti, não sei por que caminhos te levas, ou orientas.. sei que me levas presa a ti... não sei se devo seguir-te.. Talvez saiba, e sei... 'QUE NÃO'... mas só por saber, por temer, de perder... não vou a lugar algum, nenhum...
Sei que fugirias... porque caminho comigo, contigo, é morte, 'morri'... talvez porque nunca me fiz, me fizeste viver em ti...
Mas eu sei.. eu sinto, que hoje vais... e um dia voltas, que hoje eu estou... e amanhã estás tu, mas amanhã é sempre longe demais...
E eu estarei aqui, não para ti, mas por ti.. eu que não sou sem ti...
Sei que te amo, do meu mais por dentro e imune de mim, do superficial ao mais pequeno detalhe de ti, da tua indiferença ao desalento, do mais desprezável ao mais profundo... do ponto mais elevado de raiva, ao de loucura inquietadora que me vou, das brisas inconstantes que me trazes, aos suspiros mais sentidos que me levas... é sentir-te no ódio que te 'amo'.. e não te saber odiar.. é saber que hoje 'choro'.. mas amanhã já não!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
you're so fucking special !
É bom rever-te nesta ânsia continua de ti... não conseguindo sequer situar-me nesta omnisciência de nós, mas é tão boa... mais que mais... numa melancolia apetecível de outrora, de agora.
E todo o toque, esse toque... eu fui buscando... tu sabes que sim, que não.. busquei em outros braços... abraços... mas nunca assim... perdi-me na imensidão de outros passos... mas não assim... E daí encontras-me... perdendo, perdida.. deambulando algures que nem sei... se sei... do apaixonado imune de mim...
Vislumbro-te de tão longe, perto... e coroo de esplendor todo o teu rosto... e devagar.. devagarinho.. vou descendo, pormenorizando todo este meu 'eu', teu, 'tu' que se acresce... e eu espero insensatamente que hesites, para que o persistir não me alcance ou ultrapasse... e tu fitas, fitas todo o entrelace... mas então.. porquê, de quê, depois... o recuo de nós? No meio devaneio... Porquê todo este desejo, como se de um oprimir dum beijo se tratasse ? Uma vez escondidos, apodero-te de mim e todo o escuro causado, causa este momento nosso que já foi... dilacera o batimento, todo ele para que sintas, o sintas comigo...
E é tão visível com... e tão invisível para... que me dá a vontade de o fazer de novo.. numa promessa envolvida que nos compromete e estende a nossa curta passagem... impasses de mim, de ti, de desespero sossegado de meu, dois ♥
domingo, 17 de outubro de 2010
Coldplay - The Scientist (Edit)
Saudades do que já foi e não voltou, do que 'é' meu, do que 'era' teu, nosso(...) mas eu estou aqui... como vês eu estou, seguindo o que é certo, o que para mim não falece... é uma força sobrenatural, um íman que me torna, que me retorna no tempo... e quando penso que não posso mais, eu posso... eu posso sempre, por tudo posso, por tudo volto... sobrevivendo à dor inquietadora de não estares e sentir-te tão de perto, a cada dia, minuto ou segundo de vazio profundo, sinto que não é inalcançável, porque nunca o foste assim, para mim(...) Talvez esteja errada na verdade mas eu não minto, quando digo e sinto... que vivo na esperança ilusória deste facto... faleço-me por dentro e sinto o calor das minhas mãos mais forte que nunca, desta vez eu sinto-o assim... e só por o sentir... sei também que aqui ainda estou... não me encontrando... e isto assombra, assombra-me... Luto todos os dias... com a garra que Deus me deu, mais ninguém a invocou em meu nome... sinto que não tenho ninguém... tendo montes de pessoas, mas, mesmo assim, eu continuo... o tempo passou e neste momento o relógio já prescreveu as 15:00 horas desta tarde... e sei, que cada minuto que passou, não voltará, foi gasto... mas enquanto tudo segue, eu não vejo o tempo a correr em mim, eu parei... e o único 'tic-tac' vivo e ouvido, é o meu coração... e esse, esse não pára, na simples razão de te alcançar de novo!
E sabes, continua aqui, como sempre esteve, uma de muitas... e isto sim, é a motivação... que me corta, que me prende, a ti (...)
*" Tu não tens de estar insegura com nada, tu só me vais perder quando eu morrer, e mesmo ai vou olhar sempre por ti(...)"*
E agora? depois disto, consegues sentir a mágoa a lavar-me o rosto?
Ela ganhou-me, quebrei a promessa.
Ela ganhou-me, quebrei a promessa.
I'm going back to the start *
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Remoinho de emoções.
Nem bem, nem mal, simples... não estou... e não é por não estar de uma maneira nem de outra mas porque eu não sei ao certo, talvez devesse saber entender-me, talvez na verdade ninguém é tão alguém para que saiba e possa descrever a 'incógnita' que sou e que transformo, que carrego... ninguém é tão alguém para afirmar ou definir algo que é por si desconhecido de mim... e ninguém é tão autêntico e capaz de me apontar um dedo que seja, frontal...
É como se estivesse presa a mim própria... talvez muita gente gostasse na verdade de ter a capacidade de absorção de si como eu consigo ter e buscar de mim, talvez... mas, eu tenho-a em demasia e isso sufoca, sufoca-me, não me deixa descansar, desanuviar... e eu quero soltar-me, vivo presa em mim, a mim, ao que sou, ao que faço, ao que sofro... e nunca o fui tão intensamente outrora...
Hoje, não termina... nunca mais... é um remoinho, num hoje tão inquietador...
Sinto portas a baterem com intensidade de tempestades e o vento sopra para mim... Sinto que quero soltar-me mas a angustia lava-me o peito e entrelaça-me a garganta, atormenta... Sinto a água a correr-me o rosto e todo o meu corpo, sinto e deixo senti-la também... ouço músicas seguidas, repetidas mas com a água sempre a correr, como se na verdade quisesse que ela fosse mais forte que a mágoa que me corre, mais forte que eu mesma, tento que ela seja capaz de fazer o que eu não sou, que me cure a alma, que me leve a mágoa, que seja mais forte, talvez o esteja a fazer hoje como o fiz ontem e amanhã não o faça mais... sendo repugnante o que já levo de amanhã sem ainda não o ser, porque ainda não é.. não aconteceu... talvez seja do momento, da dor do que ficou, do que já foi, do que me arrancaram... sem na verdade o terem feito porque continuo a senti-lo como se fosse meu, este sentimento de posse, de quem teme... mesmo sentindo que ele próprio se foi e se lança... e sabendo que se lança sem direcção e sem querer ou o desejar... mas se lança...
É querer e não poder... É saber que pode tudo voltar mas a ânsia do tempo... da sua própria passagem ser lenta... É estar presa a mim, continuando neste trânsito de emoções, de passagens, duas passagens opostas... é sentir o seu meio... no meio... e não ver ninguém... é ter perfeita consciência de que estou a ficar presa a mim, ao que sinto e à emoção deste próprio acto de escrita.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
mistake
Passou o tempo, o segundo preciso, a hora... e os momentos já foram gastos, derramaram-se cinzas... porém eu ainda vejo, apesar do que lá foi estar longe, apesar de todo o cinzento de amargurar este céu, eu alcanço... confesso que retornei o caminho, fitei o tempo e o espaço, olhei para trás mas tu já não estavas... mas eu procurei e achei... vastos de alguém, de ti, não sei... estava escuro e por conseguinte ainda está... mas eu confessei, eu fitei o tempo, tudo continuou mas eu caminhei em sentido oposto à sua regulação... talvez ele me empate agora, por agora, talvez me perca por aqui mas eu ainda tenho uns vastos, algures pela minha roupa, num bolso que encontrei.... mas também é tudo uma suposição.... sinto que não quero parar de seguir o contrário, de quebrar as regras da vida, do minuto, sinto o caminho mais escuro e assustador... mas, para isso sempre tive a minha lanterna, que se foi na verdade gastando com o tempo mas é sempre tão necessária e certa, em qualquer lapso de instante ela acende por iniciativa própria, ela sente a mágoa a correr-me o rosto, é autêntica, 'é a minha lanterna', fabulosa... que vai secando as minhas lágrimas com toda a sua luz, tão fraquinha e pujante, capaz... vivida, mais do que toda a minha vivência, forte, inseparável, insubstituível, inabalável, 'ÚNICA'... a minha mãe... Ela, das poucas luzes que nunca se apagam para mim, que me aconchega sempre, quer esteja certa ou errada, ela entende... sei que por este caminho, sem nada saber dele, nem de mim, sem na verdade querer ir por aqui, ela se vai centrar sempre e me iluminará, em qualquer parte...
Ouço a sua voz ao longe, ela pede que me deite no seu regaço, que viaje por sonhos de menina, de criança, sem medo, que não teme dor... é sempre ela...
O nevoeiro persiste e a chuva deste, daquele e do outro dia também... mas há algo mais... algo que vejo além da minha lanterna... um 'arco-íris' por entre chamas, cinzas, tristeza... 8 cores, todas diferentes, uma está apagada, fraca e conseguiu reduzir a força de todo ele... eu vejo sempre este aro-íris, é incrível como até em oposto ele continua aqui... nunca me deixa... é um porto amigo, que por de trás deste cinzento matreiro e inquietador tenta sempre brilhar, tenta sempre iluminar-me também... para que na verdade não me perca por esta escuridão... 8 cores... rodeadas de chamas... uma delas... uma delas brilha pouco... rodeou-se de cinzas e não me deixa ver... não me deixa...
Pensei por momentos em olhar o meu bolso mas ela não me deixa ver... não deixa.
Pensei por momentos em olhar o meu bolso mas ela não me deixa ver... não deixa.
Estas cores, esta luz, esta força, inacabável, este sorriso, este preenchimento puro, os meus amigos, estes... que mesmo em sentido contrário me acompanham e não me deixam ficar por aqui perdida... uma força de retorno contra o tempo...
Mas, mas eu continuo aqui, a correr, a desafia-lo, o meu caminho não terminou... e ele próprio empatou, empatou-me...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
all i need .
Se eu pudesse ser melhor e mudar por vocês...
Dar-vos tudo o que a vida vos nega, ser eu mas ser um pouco mais... Eu queria ser apenas um pouco mais.
Mas eu sei, eu brilharei sempre para vocês, mesmo que toda a chama se apague de uma só vez, eu sei, que mesmo sem porquês, brilharei... brilharemos!
Brilharemos lado-a-lado, pois sempre o fizemos sem interesse assim, enquanto houver a chama, a nossa 'luz' se manterá, para sempre brilhará... e eu juro, eu juro dar-vos sempre o melhor de mim, sem truques, amor, quente, frio, AMOR, sem fim (...) um amor diferente, que não mente, puro e suaviza... amor de dar as mãos mesmo quando estão geladas ou sofridas, amor de partilhar as feridas, cicatrizes fechadas ou por fechar, amor de inocência, de criança que anseia por brincar...
Amor, quente, frio, que se revela sem na verdade o querer manifestar, que se vê em qualquer atitude boa ou fria, sem sentidos ou possível explicação...
E para mim não importa o que este, aquele ou outrem diz, pensa, faz... e se vos tornam como pequeninos é sempre subjectivo, vocês são e vão ser sempre do tamanho da minha vida, que por mais pequena ou insignificante que por ventura seja, sem ela eu apenas 'não sou mais', não existo, nem persisto, é um ponto... para mim a palavra 'vida' é cheia e grande, do tamanho de todos os sentimentos que carrego dela, uma vez que dela, levo oito personagens principais, simples e grandes pessoas, ela é grande e cheia por elas, somente por elas e não quero sentir a minha vida a 'esvaziar' como um típico balão que perde ar... São apenas elas, uma e outra com o seu miminho diferente mas tão especial, desigualdades e pensamentos desencontrados mas que juntos pensamos por uma só palavra e eu sei... sei que contra qualquer coisa, sentirei sempre a maresia e plenitude de vos ter comigo, um porto de abrigo, amigo, sobretudo AMIGO!
E sei também que sem vocês não saberei o que é na verdade 'viver' pois não há nada mais lindo no mundo que este sentimento que carrego por vos ter, aqui, a meu lado... e não me importo se tenho por visão uma vida pequena e fútil, quando na verdade eu tenho e sei que tenho posse de algo tão grande e completo que mais ninguém consegue por sinal sentir, nem realizar, a não ser eu e vocês... e é tão grande e não se vê... não se vê, como uma brisa de felicidade que ninguém vê mas nós, só nós sentimos !
Na verdade, luta, fracasso, vitória, tristeza, alegria, mentira, insensatez, amor, cumplicidade e tudo mais, eu sei e vocês sabem, pois toda uma vida quis assim, nada nem ninguém levará vocês de mim!
Na verdade, luta, fracasso, vitória, tristeza, alegria, mentira, insensatez, amor, cumplicidade e tudo mais, eu sei e vocês sabem, pois toda uma vida quis assim, nada nem ninguém levará vocês de mim!
Adoro-vos muito, mais do que qualquer outra coisa, de coração :')
(L)
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
*
Eu só quero a minha estrela que um dia se fundiu...
Sinto falta de olhar por ela...
Desde o dia em que partiu...
Eu só quero a minha estrela que um dia abdiquei...
Por isso volta, volta estrela...
Nunca mais te largarei...
Não, não me abandones agora...
Pois eu tenho muito medo...
Que brilhes por esta noite fora...
Pois tu disseste que brilhavas somente por mim...
Faz-me acreditar estrela...
Faz-me acreditar que sim...
Pois, em cada dia de ameaça que te vais...
Todo o meu corpo pede...
Pede, para que fiques sempre mais...
:'
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
1 minuto (...)
(...) De perda ou perdição... entre versos de vida de uma melodia que não é, que simplesmente não é, nem nunca foi minha...
Hoje sinto-me e acho-me entre linhas, entre as estrelas de um céu em que nunca na verdade me vi, num papel em branco, gasto e reciclado, com vivências de uma vida jamais conhecida por ti, nem por vós, vivida somente por mim e por nós, chegando por ser assim ... e comigo levo uma caneta, levo-a na mão e vou colorindo o papel pouco a pouco, o branco que ficou, o branco que gastou e irá gastar... e na verdade, eu estou aqui, e sinto que estou, e o gelo que ficou arde e mata o coração... de amor, de dor, do que ficou e não voltou mais, nunca mais...
E pode na verdade ser por concretização, ou por simplicidade mas eu vejo, eu vejo um mar completo e cheio... lindo e brilhante e eu não o pintei no meu papel, a minha caneta estava fechada... e... eu não consigo destacar nenhuma outra parte dele, a não ser a gota que brilha em mim, para mim, entre um mar tão cheio, é ela que quero... e que hei-de eu fazer ou dizer a quem me deu este mar, se na verdade o que eu quero é tão pequenino na minha mão mas que se destaca em porção de todo ele... Quando este mar não cabe no meu papel e todo ele é impossível de desenhar ou descrever com a minha caneta, quando até ela se centra em ti e te desenha....
Tirai-me deste mundo tão grande e doido que eu não me vejo nem caibo aqui, deste complexo mar, tirai-me... quando o que eu quero, é tão simples e pequenino, quando o que eu quero chega-me... gota... quando o que eu quero, és tu!
Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
"Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar"
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sometimes...
Por vezes sinto um grande vazio e minto... mas eu sinto, eu sei que quando algo puxa para poder tornar e voltar... eu nem sempre o faço, eu sei, sei porque sou eu e nem sempre tolero, nem por sinal compreendo e aceito a dor, mas sou justa, de consciência eu não me culpo e mesmo 'ela' autentifica-me, não pede, nem teme, nem fala, ela consente e abriga-me, não me magoa, protege!
Se for preciso seguir, ela segue, se for para esquecer simplesmente interioriza, não analisa, nem se impõe...
Mas... eu sinto, mesmo quando é capricho ou até abuso de preenchimento... pica... pica e moí, faz-me calar e consentir sofrimento e tu vais espetando a agulha e eu 'encolho' , 'mingo' por dentro... Mas... mas tu não sentes, calas e consentes amizade...
Se não sou, 'se apenas já não o sou' ... tu diz-me... não atrases, nunca fui adepta de uma vida... ela avançou-me, tem o comando, vai mudando e tenho de seguir, estou atrasada e não me vejo... escureceu o caminho, é como se não pudesse ver o sol mas ter a certeza que ele está lá, não para mim mas desde que te ilumine a ti, que te transcenda e que te tome por um rumo, que não deixe a tua mão como tu deixaste a minha, que te guie e te faça sentir-te ali, algures ou acolá (...)
Pois eu apenas estou aqui mas tu não estás, esqueces que fiquei para trás, que não segui, EU FIQUEI !
Se for preciso seguir, ela segue, se for para esquecer simplesmente interioriza, não analisa, nem se impõe...
Mas... eu sinto, mesmo quando é capricho ou até abuso de preenchimento... pica... pica e moí, faz-me calar e consentir sofrimento e tu vais espetando a agulha e eu 'encolho' , 'mingo' por dentro... Mas... mas tu não sentes, calas e consentes amizade...
Se não sou, 'se apenas já não o sou' ... tu diz-me... não atrases, nunca fui adepta de uma vida... ela avançou-me, tem o comando, vai mudando e tenho de seguir, estou atrasada e não me vejo... escureceu o caminho, é como se não pudesse ver o sol mas ter a certeza que ele está lá, não para mim mas desde que te ilumine a ti, que te transcenda e que te tome por um rumo, que não deixe a tua mão como tu deixaste a minha, que te guie e te faça sentir-te ali, algures ou acolá (...)
Pois eu apenas estou aqui mas tu não estás, esqueces que fiquei para trás, que não segui, EU FIQUEI !
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Killing me softly (...)
Fala-me do ontem e do hoje, fala-me de amor...
Fala-me de mim, de ti, de 'nós'.
Vacilo, um vacilo por inteiro, que preenche e abusa, que preenche e pede por mais, um vacilo inocente e escondido, que só por o ser 'brilha', que só por o ser 'é forte' e não teme e é por o ser 'assim', sem na verdade ter de o 'ser' sem 'querer', sem desejar ou por conveniência, por ser apenas 'paixão', sem medida, por ser sentido por inteiro e tê-lo como verdadeiro sem ninguém saber, sem ninguém mais querer, sem ninguém analisar ou sentir, um vacilo de amor, que deixa de o ser, quando na verdade ele não se constrói sem desejar, quando todo ele já é na verdade repetição... É por ser assim, apaixonante e breve, é por sermos nós, um 'nós' que é nosso, de entrega... um 'nós' que como tu dizes, agora, por agora, é só 'tu e eu'(...)quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Por um segundo...
Por um segundo achamos nós que possuímos aquilo que consideramos 'nosso' mas será na verdade assim?
Há quem viva por sonhos, por ilusões e há quem apenas exista...
A vida é nossa, é uma constante de emoções entre o 'certo' e o 'errado' ou até entre um 'sim' ou um 'não'...
Dela fazem parte muitas peças, é como se fosse na verdade tudo um puzzle, que ao longo do tempo vai-se estendendo e exigindo mais e mais de nós, por vezes escolhemos as peças erradas, que por uma milésima de segundo nós acreditamos que poderiam na verdade ocupar o lugar das originais, mas não! Com o tempo vamos percebendo que não são suficientes para preencher a vasta porção que só e apenas as que encaixam preenchem... E é nesse instante que tudo desaba sobre nós e por mais que tentemos que determinada peça encaixe, ela não vai encaixar, pois o nosso 'eu' não a aceita... Mas também existe um 'senão' nesta vasta e larga ideia da vida; pois, existem peças, peças que na verdade são preciosas e que sempre foram autênticas, mas que com o tempo vão perdendo forças, forças essenciais para que o puzzle fique seguro.. e ai, ai elas soltam-se para na verdade repousarem de nós ou até mesmo para não mais voltarem... e é ai, é ai que necessitamos de procura, de uma vasta procura, pois, agora está incompleto o puzzle e é como se uma angustia ocupasse todo o nosso corpo, daí vem a necessidade do ser humano as tentar substituir por outras, embora com receio, amando-as e valorizando-as como as anteriores... E receio porquê?
Ora... o receio vem do intimo amedrontado que nos apodera, que tem medo de encaixar a peça errada e que essa mesma peça faça desmoronar as outras que o completam...
Mas a constante da vida é a atitude de constante semear... Frutos novos? Colheremos-os mais tarde e é esta atitude de semear que nos amadurece e nos trará o gosto de um fruto novo e nos relembrará também o gosto de um fruto antigo... Ai será tudo muito subjectivo, é como tudo na vida...
E é na nossa vida que estes frutos novos se instalam, por três e só três razões: Por uma 'estação'; Por uma 'razão' ou por uma 'vida inteira'... e não haverá ninguém que me tire esta ideia.
E será sempre assim...
Terei sempre muito cuidado com as 'estações' pois elas não me dão 'razões' de 'uma vida inteira'.
Há quem viva por sonhos, por ilusões e há quem apenas exista...
A vida é nossa, é uma constante de emoções entre o 'certo' e o 'errado' ou até entre um 'sim' ou um 'não'...
Dela fazem parte muitas peças, é como se fosse na verdade tudo um puzzle, que ao longo do tempo vai-se estendendo e exigindo mais e mais de nós, por vezes escolhemos as peças erradas, que por uma milésima de segundo nós acreditamos que poderiam na verdade ocupar o lugar das originais, mas não! Com o tempo vamos percebendo que não são suficientes para preencher a vasta porção que só e apenas as que encaixam preenchem... E é nesse instante que tudo desaba sobre nós e por mais que tentemos que determinada peça encaixe, ela não vai encaixar, pois o nosso 'eu' não a aceita... Mas também existe um 'senão' nesta vasta e larga ideia da vida; pois, existem peças, peças que na verdade são preciosas e que sempre foram autênticas, mas que com o tempo vão perdendo forças, forças essenciais para que o puzzle fique seguro.. e ai, ai elas soltam-se para na verdade repousarem de nós ou até mesmo para não mais voltarem... e é ai, é ai que necessitamos de procura, de uma vasta procura, pois, agora está incompleto o puzzle e é como se uma angustia ocupasse todo o nosso corpo, daí vem a necessidade do ser humano as tentar substituir por outras, embora com receio, amando-as e valorizando-as como as anteriores... E receio porquê?
Ora... o receio vem do intimo amedrontado que nos apodera, que tem medo de encaixar a peça errada e que essa mesma peça faça desmoronar as outras que o completam...
Mas a constante da vida é a atitude de constante semear... Frutos novos? Colheremos-os mais tarde e é esta atitude de semear que nos amadurece e nos trará o gosto de um fruto novo e nos relembrará também o gosto de um fruto antigo... Ai será tudo muito subjectivo, é como tudo na vida...
E é na nossa vida que estes frutos novos se instalam, por três e só três razões: Por uma 'estação'; Por uma 'razão' ou por uma 'vida inteira'... e não haverá ninguém que me tire esta ideia.
E será sempre assim...
Terei sempre muito cuidado com as 'estações' pois elas não me dão 'razões' de 'uma vida inteira'.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Só hoje (...)
Hoje, eu hoje resguardo-me para ti... mas eu não te alcanço! Eu tenho-te na minha mão mas tu foges e eu não te quero deixar ir, tento sempre alcançar-te porque eu, eu não quero que vás, fica, 'jura-me' que ficas, que não me deixas, eu não quero 'promessas'... 'pst' estás a fugir-me, não vale, tenho as mãos geladas e tu estás a aproveitar-te, não pode ser... como fico eu? Eu dava tudo para te ter aqui a meu lado, que tudo se apagasse e que tu, tu ficasses aqui! Pousa-te em mim, a minha alma enquanto tudo dorme chama por 'ti', pede que te pouses... ninguém disse que era fácil, eu sei que é difícil porque nem eu entendo mas tu sentes? O que sentes na verdade? Ajuda-me na viagem e se eu te disser que é para o teu lado? 'Estou a sentir-me muito sozinha', sinto-te em silêncio e é tão sentido em mim, em 'nós', que se pudesse na verdade adormecer com o teu silêncio, seria de certa forma um ponto de partida para chegar até ti, até ao teu mais por 'dentro', onde eu sei que por mais que negues brilha um 'nós', onde eu sei que 'um dia' serei 'livre' para caminhar... é no teu 'íntimo' que mergulhas quando te desiludo, eu sei... deixa-me mergulhar também, eu quero na verdade mergulhar e perder-me por lá... Não me deixes sair, eu sei que se sair vais-me abandonar e olha 'estou a sentir-me muito sozinha' e eu sei, 'eu não sou a tua dona' mas ao invés do original, 'eu quero ser'... Aquece-me as minhas mãos que estão geladas e aquece-te a ti, eu juro-te que perto de mim te aqueces, não temas o frio das minhas mãos, porque eu não temo também e por sinal adoro... Aproveita e observa-as, o que vês? Elas não mentem... 'e porque olhas assim? não vês que fico 'nervosa'?' Soletra o meu nome, eu adoro quando me chamas, eu adoro que o 'adores' também... 'inês'... óh agora ouvi-te, como é alucinante ouvir-te sem falares, é que a minha alma 'fala' por ti e as minhas mãos gelaram mais agora...E agora? depois de um longo caminho tu acompanhas-me? E se na verdade for para o teu lado? eu sei que é breve...
E hoje eu sei, eu sei que hesito sempre quando ouso falar de ti e para ti, ambos sabemos mas sei também que isto é um 'nada' à tua beira e se hesito é porque és em demasiado, em demasiado em mim e eu tenho medo, eu tenho medo de o sentir(...)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Disappear
Hoje é um dia qualquer, é só mais um... mas, mas também não é, hoje ainda é hoje e eu não sei o que este 'hoje' me reserva, eu não sei, eu só sei que nada sei mas também não quero saber, pois eu sei, eu sei que se souber... aí eu saberei e não vou querer saber...
Queria que tudo parasse por uns tempos e só eu, só eu pudesse andar por aí, sozinha, sem ninguém, sem horas para qualquer tarefa, pois, eu temo, eu temo por ti, por 'nós', pelo que se sucede e ainda se irá suceder...
Entende-me, eu só peço que me entendas, que te sentes a meu lado e me escutes, que sintas o vazio da minha alma, a tristeza do meu coração... eu quero que te sentes, que não faças muitas perguntas mas que me deixes falar, eu quero, eu quero muito, eu não te vou dizer que não quero... quando eu 'quero' mas não posso.
O meu 'eu' é só o meu 'eu', não é 'nosso', se é que me entendes, tem faltado algo para completar e tu nem sequer te apercebes, só te apercebes quando eu me faço ouvir dentro de ti... e enquanto tu não me ouves... óh enquanto tu não me ouves, outras pessoas ouvem e agora? Agora entendes? Não estiveste presente quando mais precisei de um carinho teu mas houve quem estivesse e agora? Agora o que me dizes? Eu não, eu não estou a perder o juízo, eu estou a lavar a alma com palavras, palavras essas que tu, tu não entendes.
Queria que tudo parasse por uns tempos e só eu, só eu pudesse andar por aí, sozinha, sem ninguém, sem horas para qualquer tarefa, pois, eu temo, eu temo por ti, por 'nós', pelo que se sucede e ainda se irá suceder...
Entende-me, eu só peço que me entendas, que te sentes a meu lado e me escutes, que sintas o vazio da minha alma, a tristeza do meu coração... eu quero que te sentes, que não faças muitas perguntas mas que me deixes falar, eu quero, eu quero muito, eu não te vou dizer que não quero... quando eu 'quero' mas não posso.
O meu 'eu' é só o meu 'eu', não é 'nosso', se é que me entendes, tem faltado algo para completar e tu nem sequer te apercebes, só te apercebes quando eu me faço ouvir dentro de ti... e enquanto tu não me ouves... óh enquanto tu não me ouves, outras pessoas ouvem e agora? Agora entendes? Não estiveste presente quando mais precisei de um carinho teu mas houve quem estivesse e agora? Agora o que me dizes? Eu não, eu não estou a perder o juízo, eu estou a lavar a alma com palavras, palavras essas que tu, tu não entendes.
domingo, 5 de setembro de 2010
De mim... para ti
Hoje faz anos uma pessoa muito importante para mim, daquelas pessoas por quem eu dava a minha vida e a quem confio tudo... Não foi preciso muita coisa para gostar tanto dela, porque essa pessoa tem um encanto natural, como se numa simples passagem e num simples 1º 'olá' eu soubesse que ia sê-lo para sempre... Mais bonito do que ter montes de colegas, é ter alguém tão especial como essa pessoa, que me preenche e desde o inicio conseguiu sempre ser o melhor... Uma pessoa que pode não demonstrar a toda a hora o sentimento que carrega de mim mas está lá, tanto ela como o sentimento, uma pessoa linda, não só na subjectividade de um ser mas sim na alma, nos seus grandes feitos, uma pessoa que transforma e consegue sempre transformar uma vida num 'sonho' mas o mais interessante é que o sonho ganha vida e cor com ela...
Uma pessoa enorme por quem temo perder a qualquer instante, pois, sem ela um grande pedaço de mim também me abandona, vai embora, e eu? Eu fico aqui desamparada, triste, numa escuridão que nem um pesadelo, um forte pesadelo se iguala... Essa pessoa é transcendente e límpida, essa pessoa para mim é perfeita no seu 'imperfeito', essa pessoa, ÉS TU! Parabéns, mesmo que não possa mais estar perto de ti, nem fazer do teu sorriso, o meu... eu estou aqui e se fores embora muito de mim vai contigo, nunca esqueças, 'ÉS O MELHOR DO MUNDO' e o simples facto de saber que estás bem e que por tudo existes, já me chega para te ver a ser feliz de longe! PARABÉNS... és o melhor amigo que já tive e para 'mim', 'tenho'... obrigado por tudo e sê feliz com quem desejas *
Uma pessoa enorme por quem temo perder a qualquer instante, pois, sem ela um grande pedaço de mim também me abandona, vai embora, e eu? Eu fico aqui desamparada, triste, numa escuridão que nem um pesadelo, um forte pesadelo se iguala... Essa pessoa é transcendente e límpida, essa pessoa para mim é perfeita no seu 'imperfeito', essa pessoa, ÉS TU! Parabéns, mesmo que não possa mais estar perto de ti, nem fazer do teu sorriso, o meu... eu estou aqui e se fores embora muito de mim vai contigo, nunca esqueças, 'ÉS O MELHOR DO MUNDO' e o simples facto de saber que estás bem e que por tudo existes, já me chega para te ver a ser feliz de longe! PARABÉNS... és o melhor amigo que já tive e para 'mim', 'tenho'... obrigado por tudo e sê feliz com quem desejas *
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